Ressuscitou!

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Tu, que ao nascer do dia foste chorado
Pelas mulheres que perfumes levavam
Concede agora que o meu coração verta 
Lágrimas de fogo por Teu amor ardente.

E graças à boa nova que o anjo
Sentado na pedra clamava (Mt 28,2),
Faz que eu ouça o som
Da trombeta final que anuncia a ressurreição.

Do sepulcro novo e virgem
Ressuscitaste com Teu corpo nascido da Virgem;
Foste para nós as primícias
E o primogénito de entre mortos.

E a mim, a quem o Inimigo prendeu
Com o mal do corporal pecado
Digna-Te libertar-me de novo
Como o fizeste às almas prisioneiras dos mortos.

No jardim Te revelaste
A Maria Madalena,
Mas não permitiste que de Ti se aproximasse
Aquela que pertencia ainda à raça dos que caíram.

Revela-Te a mim, também, ao oitavo dia
Na grande e derradeira madrugada;
E que nesse momento permitas
À minha alma indigna que se aproxime de Ti.

(São Nersés Snorhali)

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