“Concede-me a Tua pessoa como dom da graça”

Depois de consumares as palavras da Escritura,
E entregares ao Pai o Teu espírito,
Quando o soldado Te trespassou com uma lança,
Uma fonte brotou do Teu lado sagrado:

Água para lavar, na fonte sagrada do Batismo,
Sangue para beber, no mistério da Eucaristia,
Por causa da ferida da que nasceu da costela de Adão,
Pela qual pecou o primeiro homem.

A mim, que sou constituído duma carne marcada pelo pecado original 
E dum sangue amassado pela poeira,
Lavaste-me pelo orvalho do Teu lado.
E depois, caí de novo no pecado.

Não permitas que permaneça assim,
Mas digna-Te lavar-me de novo;
E, se essa graça não me for concedida,
Que ao menos meus pecados sejam regados por minhas lágrimas.

Abre a minha boca ao rio
Do sangue sagrado que corre do Teu lado
Para que eu beba a alegria
E exulte no Espírito Santo,

Que torne saboroso o gosto deste cálice
De amor imaculado e de vinho sem misturas.


Tu, que és o presente eterno do homem efémero,
Tu, que reclamo como presente,
Tu, que dás presentes às criaturas,
Mortais e imortais,
Concede-me a Tua pessoa como dom da graça,
Tu, que por todos repartes a vida.

(São Nersès Snorhali)

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