'Qual terreno somos ou queremos ser?'

Hoje, de modo especial, Jesus está semeando. Ao aceitar a palavra de Deus, nos tornamos o campo da fé. Por favor, deixe que a palavra do Senhor entre nas suas vidas. Deixe que entre em seus corações, germine, cresça. Deus faz tudo, mas vocês têm que permitir que Ele trabalhe nesse crescimento. Jesus nos diz que as sementes que caíram à beira do caminho, em meio às pedras e entre espinhos não deram fruto. Acredito que, com muita sinceridade, podemos nos perguntar: 'Qual terreno somos ou queremos ser?' Talvez sejamos como o caminho: ouvimos o Senhor porém nos deixamos tumultuar por tantos apelos superficiais? E eu lhes pergunto, agora me respondam silenciosamente: ‘serei eu um jovem atordoado ou como o terreno pedregoso? Acolhemos Jesus com entusiasmo mas somos inconstantes e diante das dificuldades não ter a coragem de ir contra a corrente'. Respondam silenciosamente. 'Terei eu valor ou serei eu um covarde?' Ou será que somos como um terreno espinhoso? As palavras negativas sufocam a palavra de Deus? Tenho o costume de jogar dos dois lados, ficar de bem com Deus e com o Diabo? Será que quero receber as sementes de Jesus e de vez em quando regar os espinhos e o que cresce de mau nos meus corações?

(…)

Sei que vocês apostam em algo grande, em escolhas definitivas que deem pleno sentido para a vida. É assim ou estou errado? Se é assim, façamos o seguinte. Todos em silêncio, olhando para dentro, para seus corações, e cada um fale com Jesus que quer receber a semente. Olhe Jesus. 'Jesus, tenho pedras, tenho espinhos, mas tenho esse cantinho de boa terra. Semeie aqui'. E em silêncio, permitem que Jesus plantem sua semente em boa terra. Lembrem-se desse momento. Cada um sabe o nome da semente que foi plantada agora. Deixem que frutifique. Deus vai cuidar dela.

(Papa Francisco, falando aos jovens na Vigília da JMJ, 27.07.2013)

Deus tornou-se homem…

Não foi simplesmente para partilhar a sua desgraça [que Jesus tornou-se homem], mas por empatia com a sua miséria e para os libertar: para Se tornar misericordioso, não como um Deus na Sua felicidade eterna, mas como um homem que partilha a situação dos homens. Maravilhosa lógica de amor! Como teríamos nós podido conhecer esta misericórdia admirável se ela não Se tivesse inclinado sobre a miséria existente? Como teríamos podido compreender a compaixão de Deus se ela tivesse permanecido humanamente estranha ao sofrimento? À misericórdia de um Deus, Cristo uniu pois a de um homem, sem a mudar, mas multiplicando-a, como está escrito: ‘Tu salvarás os homens e os animais, Senhor. Ó Deus, como fizeste abundar a Tua misericórdia!’ (Sl 35, 7-8 Vulg).

(São Bernardo)

Papa Francisco sobre a Cruz

“É um escândalo que Deus tenha vindo fazer-se um de nós; é um escândalo, e que tenha sido morto na Cruz, é um escândalo: O escândalo da Cruz. A Cruz segue sendo um escândalo, mas é o único caminho seguro: o da Cruz, o de Jesus, a encarnação de Jesus.”

(Papa Francismo, aos jovens argentinos na JMJ, 25/07/2013)

“Queridos jovens, confiemos em Jesus, abandonemo-nos totalmente a Ele! Só em Cristo morto e ressuscitado encontramos salvação e redenção. Com Ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque Ele nos dá a esperança e a vida: transformou a cruz, de instrumento de ódio, de derrota, de morte, em sinal de amor, de vitória e de vida.

(…)

Tantos rostos acompanharam Jesus no seu caminho até a Cruz: Pilatos, o Cirineu, Maria, as mulheres… Também nós diante dos demais podemos ser como Pilatos que não teve a coragem de ir contra a corrente para salvar a vida de Jesus, lavando-se as mãos. Queridos amigos, a cruz de Cristo nos ensina a ser como o Cirineu, que ajuda Jesus levar aquele madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o final, com amor, com ternura. E você como é? Como Pilatos, como o Cirineu, como Maria?”

(Papa Francisco, na Via Sacra da JMJ, 26/07/2013)

O caminho e o fim

Se o mundo soubesse o que significa amar a Deus, ainda que pouco, também amaria o próximo. Quando se ama a Jesus, quando se ama a Cristo, também se ama aqueles que Ele ama. E Ele morreu de amor pelos homens. Porque, transformando o nosso coração no coração de Cristo, sentimos e percebemos os seus efeitos, e o maior de todos é o amor, o amor à vontade do Pai, o amor para com todos os que sofrem e gemem, o amor pelo irmão distante, seja ele inglês, japonês ou monge, o amor a Maria. Quem poderá compreender o amor de Cristo? Ninguém. Mas há quem tenha dele pequenas centelhas, ocultas e silenciosas, sem que o mundo o saiba. Meu Jesus, como és bom! Tudo fazes maravilhosamente! Mostras-me o caminho e mostras-me o fim. O caminho é a doce cruz, o sacrifício, a renúncia a si próprio, por vezes a batalha sangrenta que se resolve, por entre lágrimas, no Calvário ou no Jardim das Oliveiras. O caminho, Senhor, é ser o último, o doente, o pobre. Mas nada importa, pelo contrário! Estas renúncias são amáveis quando suscitam na alma a caridade, a fé e a esperança; é desta maneira que tu transformas os espinhos em rosas. E o fim? O fim és Tu, e apenas Tu. O fim é a posse eterna de Ti no céu, com Maria, com todos os anjos e todos os santos. Mas isso é no céu. E, para animar os débeis, os fracos, os cobardes como eu, Tu manifestas-Te por vezes ao seu coração e dizes-lhes: ‘Que procuras? Que queres? Por quem chamas? Repara, sou Eu. Eu sou a Verdade e a Vida.’ E então, Senhor, enches a alma dos Teus servos com doçuras inexprimíveis, que eles ruminam em silêncio e que mal conseguem explicar. Meu Jesus, como Te amo, a despeito do que sou. E quanto mais pobre e miserável sou, mais Te amo. E amar-Te-ei sempre; agarrar-me-ei a Ti e não Te deixarei mais – não sei que mais dizer.

(São Raphaël Arnaiz Baron)

 
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