As perfeições de Deus

“Que és , portanto, ó meu Deus? Que és, repito, senão o Senhor Deus? E que Senhor pode haver fora do Senhor, ou que Deus além do nosso Deus? Ó Deus sumo, excelente, poderosíssimo, onipotentíssimo, misericordiosíssimo e justíssimo.

Tão oculto e tão presente, formosíssimo e fortíssimo, estável e incompreensível; imutável, mudando todas as coisas, nunca novo e nunca velho; renovador de todas as coisas, conduzindo á ruína os soberbos sem que eles o saibam; sempre agindo e sempre em repouso; sempre granjeando e nunca necessitado;…

Todo Teu

“Eu sinto, Senhor, vossa providência que se compraz em fazer como a vigilante dona de casa a percorrer, lanterna em punho, os desvãos esquecidos onde talvez se aninhe o lixo sórdido ou o roubo cauteloso.

Penetrais às vezes no meandro de mim mesmo, e para eu não brade como quem se sente cercado de ladrões, Vós me tomais pela mão e me fazeis companheiro de vossa sindicância amorosamente severa.

(…)

Eu enrubesço com o pensamento de que vossos olhos se ofenderão ao encontrar nesta casa, templo do vosso Espírito Santo, não só as ninharias e frivolidades do mundo, que ainda não varri, embora as tenha recuado para um cantinho discreto, que sabe mesmo para vos enganar a Vós e a mim próprio, mas ainda as miseráveis reservas do meu amor louco, por mim dissimuladas dolorosamente, mísero que sou, como se as pudera ocultar de Vós que me contempláveis ainda antes que eu fosse, e pensando furta-me àqueles olhos de vossa repreensão meiga e tão funda a que não resistem as pobres lágrimas de meu arrependimento…

Hoje, Jesus, Vós me forçais a descer convosco nestes recônditos escuros, iluminais as minhas trevas. Nesta dobra, mestre, há sim alguma coisa encoberta. (…) Eu reconheço que há demência de amor-próprio e

Um Rei que reina da Cruz

Jesus Crucificado

“Eles queriam uma grande Rei,/ que fosse forte e dominador./ E por isso não creram n’Ele/ e mataram o Salvador” (Canção popular católica)

"A agonia na cruz é o momento mais sublime da vida de Jesus como homem. É o seu sacrifício, que não só é acompanhado duma intensa dor, mas também duma profunda humilhação, que consiste em se desprender de todo contato com sua divindade e se mostrar na hora da morte como um simples mortal, um homem sofrido e humilhado, como um escravo castigado e não como um senhor dominador. Por isso, Deus se aproxima muito mais de todos nós na cruz infamante, assumindo toda nossa fragilidade e adotando o mais débil e frágil da natureza humana, num momento em que as forças e o sofrimento igualam todos os homens. E, não obstante, é nesse momento de fragilidade e abatimento em que Jesus morria, que o título dizia a verdade: Ele era por causa de sua cruz o rei dos judeus. Aceitá-lo como tal nesse momento paradoxal de sua vida, exige maior fé do que, vendo-o ressuscitado, confessar como Tomé: Meu Senhor e meu Deus! Esta foi a fé do bom ladrão, como vulgarmente falamos dele. A fé deste converso é um chamado para que nós vejamos, no Jesus da cruz, o verdadeiro Cristo, modelo de nossas vidas, sem ter que recorrer ao Jesus ressuscitado na Páscoa.”

(Pe. Ignácio via Presbiteros)

“Foi a Cruz que reconciliou o homem com Deus”

CruzPregosAmor

Foi a cruz que reconciliou os homens com Deus, que fez da terra um céu, que uniu os homens aos anjos. Ela derrubou a cidadela da morte, destruiu o poder do demónio, libertou a terra do mal, estabeleceu os fundamentos da Igreja. A cruz é a vontade do Pai, a glória do Filho, o júbilo do Espírito Santo. [...]
A cruz é mais brilhante que o sol porque, quando o sol se turva, a cruz resplandece; e o sol turva-se, não no sentido de ser aniquilado, mas de ser vencido pelo esplendor da cruz. A cruz rasgou a ata da nossa condenação, quebrou as cadeias da morte. A cruz é a manifestação do amor de Deus: “Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o Seu Filho Unigênito, a fim de que todo o que Nele crê não se perca”. A cruz abriu o paraíso, deixou que nele entrasse o malfeitor (Lc 23,43) e conduziu ao Reino dos Céus a criatura humana, destinada à morte.

(São João Crisóstomo)

Libertos dos laços do pecado pela cruz de Cristo

São Paulo disse: «Quanto a mim, porém, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Ga 6,14). Foi coisa deveras admirável, ter aquele cego de nascença recuperado a vista em Siloé; mas que significou isso para todos os outros cegos do mundo? A ressurreição de Lázaro, morto havia quatro dias, foi coisa grande que ultrapassou a natureza; mas essa graça aproveitou apenas a ele, nada trouxe a todos os que, no mundo, tinham morrido pelos pecados cometidos. Foi assombroso fazer brotar, a partir de apenas cinco pães, alimento bastante para saciar cinco mil homens; mas isso nada significou para aqueles que, em todo o universo,
sofriam de fome e de ignorância. Admirável foi a libertação de uma mulher acorrentada por Satanás desde há dezoito anos; mas que significará esse facto, comparando-o com a situação de todos nós, que estamos amarrados com as cadeias dos nossos pecados ?
Ora, a vitória da cruz conduziu à luz todos aqueles que a ignorância tornava cegos, libertou todos os que o pecado fazia cativos, e resgatou toda a humanidade. Não te surpreenda que o mundo inteiro tenha sido resgatado. Aquele que morreu por este resgate não era só um homem, mas o Filho unigénito de Deus. O pecado de Adão trouxe a morte ao mundo inteiro; se a queda de um só fez reinar a morte sobre todos os homens, não há-de a justiça de um só, com muito mais forte razão, fazer reinar a vida? (Rom 5,
17) Se outrora, pela árvore cujo fruto comeram, os nossos primeiros pais foram expulsos do paraíso, não hão-de então agora, pela árvore da cruz de Jesus, entrar os crentes muito mais facilmente no Paraíso? Se o primeiro ser modelado de barro a todos a morte trouxe, não há-de Aquele que do barro o modelou trazer a todos a vida eterna, pois se é Ele próprio a Vida? (Jo 14, 6)

(São Cirilo de Jerusalém)

Promoção de Aniversário Amigos da Cruz


No próximo dia 14 de novembro (domingo) o Blog Amigos da Cruz estará completando 1 ano! E para comemorar a data, o blog está realizando uma promoção que garantirá ao vencedor um kit de livros que inclui o nosso inspirador: "Carta aos amigos da Cruz", de São Luiz de Montfort. Para participar, basta seguir o amigos da cruz no twitter (@amigosdacruz) e completar a frase "Uma amigo da Cruz é...", acrescentando #amigosdacruz. O autor da melhor frase irá faturar o prêmio, além de ganhar um retwitte da frase e sua publicação no blog. Quem quiser, pode também participar deixando sua frase aqui na caixa de comentários. Há também um opção no Orkut: fazendo parte da comunidade Amigos da Cruz  (veja link no próprio blog) e completando a frase. O nome do ganhador será anunciado dia 14 de dezembro de 2010.

Nosso padroeiro é São Serapião, santo do dia 14.11. São co-padroeiros: Nossa Senhora de Fátima e São Luiz Maria Grignion de Montfort.

 
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