Caminho estreito

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“Deus criou as almas humanas para si. Ele quer uni-las a Si e lhes dá a imensa plenitude e incalculável felicidade de Sus própria vida divina – isso já nessa vida. Esse é o alvo para o qual Deus orienta as almas e ao qual todas devem tender com todas as forças. O caminho para lá é estreito e íngreme. A maioria se detém no meio da jornada; poucos passam das tentativas iniciais; pouquíssimas almas chegam ao objetivo final. A razão disso está nos perigos do caminho, ou seja, os perigos do mundo, do inimigo maligno e da própria natureza humana.”

Santa Edith Stain (em comentários às obras de São João da Cruz). A ciência da Cruz. 4 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004. 

“Por suas chagas…”

Jesus aceitou, exclusivamente por Sua vontade, os sofrimentos anunciados pela Escritura. Tinha-os predito muitas vezes aos discípulos e tinha mesmo repreendido Pedro severamente por ter acolhido este anúncio com desagrado (Mt 16, 23); por fim, tinha-lhes mostrado que seriam para salvação do mundo. Foi por isso que Se designou a Si mesmo aos que vinham buscá-Lo: “Sou Eu” (Jo 18, 5.8).

[...] Esbofetearam-No, cuspiram-Lhe em cima, foi ultrajado, torturado, flagelado, e por fim crucificado. Aceitou que dois ladrões, um à direita e outro à esquerda, fossem associados ao Seu suplício; colocado ao nível de assassinos e criminosos, recolhe o vinagre e o fel, frutos de uma vinha perversa; troçam Dele, atingindo-O com uma cana, perfuram-Lhe o lado com uma lança, e por fim depositam-No no túmulo.E sofreu tudo isto para nos dar a salvação. [...] Por meio dos espinhos, pôs fim aos castigos infligidos a Adão, que devido ao seu pecado tinha escutado a seguinte sentença: «Maldita seja a terra por tua causa! Há-de produzir para ti espinhos e cardos» (Gn 3, 17-18). Com o fel, tomou para Si o que há de amargo e penoso na vida mortal e dolorosa dos homens; com o vinagre, aceitou a degenerescência da natureza humana e concedeu-lhe a restauração num estado melhor. Por meio da púrpura, simbolizou a Sua realeza; pela cana, sugeriu quão fraco e frágil é o poder do demónio. Pela bofetada, proclamou a nossa libertação [como se fazia aos escravos]; suportou as violências, as correções e as chicotadas que nos eram devidas.Foi atingido no lado, fazendo lembrar Adão. Porém, ao invés da fazer sair dele a mulher que, por meio do pecado, deu à luz a morte, fez jorrar uma fonte de vida (Gn 2, 21; Jo 19, 34), que vivifica o mundo através de uma dupla corrente: a primeira renova-nos e reveste-nos da veste da imortalidade no baptistério; a segunda, após este nascimento, alimenta-nos à mesa de Deus, como se dá de mamar aos recém-nascidos.

(Teodoreto de Cyr)

Nossa Senhora das Dores

A ti, uma espada traspassará tua alma
(…) o momento forte do sofrimento de Maria, no que Ela vive mais intensamente a cruz, é o momento da crucificação e a morte de Jesus.
Também na dor, Maria é modelo de perseverança na doutrina evangélica ao participar nos sofrimentos de Cristo com paciência (cf. Regra de São Bento, Prólogo 50). Assim tem sido perante sua vida toda e, sobre tudo, no momento do Calvário. Assim, Maria transforma-se em figura e modelo para todo cristão. Por ter

Viver de amor


No entardecer do amor, falando sem figuras,               
Assim disse Jesus: “Se alguém me quer amar,         
Saiba sempre guardar minha palavras,                   
Para que o Pai e Eu o venhamos visitar.                       
Se do seu coração fizer Nossa morada,                  
Vindo até ele, então, haveremos de amá-lo,                  
E irá cheio de paz viver 
Em Nosso amor!

Viver de amor, Senhor, é Te guardar em mim,    
Verbo incriado, Palavra de meu Deus                          
 
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