A Vigilância e seu prêmio

São Boaventura
Vigiai de tal maneira, com afetos incessantes, fervorosas no espírito da devoção, que, quando se ouvir o clamor e chegar o Esposo, possais ir fielmente ao seu encontro com lâmpadas cheias do óleo do amor e da alegria, prontos para entrar com Ele nas bodas da felicidade eterna, com exclusão das virgens loucas. Lá, Cristo vai acomodar suas esposas com os anjos e os eleitos e passará a servir-lhes o pão da vida, a carne do Cordeiro imolado, o peixe assado na Cruz, cozido no fogo do amor em que vos amou fervorosamente. Dar-vos-á a beber o vinho mesclado se Sua Humanidade e Divindade, de que bebem os amigos e se inebriam os mais queridos com admirável sobriedade. Desfrutarão de vez em quando da transbordante doçura reservada
aos que O temem,  enxergando sempre Aquele que é o mais formoso, não só entres os filhos dos homens, mas também entres os milhares de anjos, Aquele a quem os anjos desejam contemplar, porque é o candor da luz eterna e o espelho sem mancha da majestade de Deus, esplendor da glória do paraíso.
(Carta de São Boaventura às Clarissas. In: PEDROSO, Frei José Carlos Corrêa. Fontes Clarianas. 3ed. Petrópolis, RJ: Cefepal do Brasil, 1994.)
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