Cristo, o único mediador


(…)
Como nos amaste, Pai Bondoso! Não poupando Teu Filho único, o entregaste por nós pecadores! Oh, como nos amaste! Foi por amor a nós que Teu Filho, que não considerava rapina o ser igual a Ti, submeteu-se até a morte de cruz. Ele era o único livre entre os mortos, tendo o poder de dar a sua vida e  novamente retomá-la. Por nós se fez diante de Ti vencedor e vítima; e tornou-se vencedor porque era vítima; por nós, diante de ti, se fez sacerdote e sacrifício, e sacerdote porque Ele era o sacrifício; de escravos, fez de nós Teus filhos; nascido de Ti se fez nosso escravo. Com razão ponho Nele a firme esperança que curarás todas as minhas enfermidades  por intermédio Dele, que está sentado à Tua direita e intercede por nós junto de Ti. De outro modo desesperaria, pois são muitos e grandes meus males; porém mais poderoso é o poder do teu remédio. poderíamos pensar que Teu Verbo estava muito longe para se unir ao homem, e se desesperar de nós, se Ele não se tivesse feito carne, habitando entre nós.
(…) Cristo morreu por todos, para que os viventes já não vivam para si, mas para aquele que morreu por eles.
Eis, Senhor, que lanço em Ti os cuidados da minha vida, e contemplarei as maravilhas de Tua lei. Conheces minha ignorância e minha fraqueza: ensina-me, cura-me. Teu Filho único, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência, me remiu com seu sangue. Não me caluniem os soberbos, porque eu conheço bem o preço da minha redenção. Como o Corpo e bebo o Sangue  da vítima redentora, distribuo-o aos outros; pobre, desejo saciar-me dela em companhia daqueles que a comem e são saciados. E louvarão ao Senhor os que O buscam!
AGOSTINHO, Santo. Cristo, o único mediador. In: Confissões. São Paulo: Martin Claret, 2002. p. 254-255.
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